Quando perdi a inocência
E comecei aprender com a vida, o tempo me disse:
Guarde um sorriso para o amanhã, o seu melhor.
Nada entendi.
Percebi, no entanto, que o sorriso é o espelho da
alegria; às vezes é silêncio, às vezes é mudo; mas, maior parte do tempo é
fantasia.
Agora compreendo que o sorriso se aperfeiçoa dia
após dia,
E este é moeda para o barqueiro.
Navegamos inocentes nas águas da vida,
levados pelas ondas indomáveis que se quebram nas
encostas do espírito.
Do outro lado é mistério;
É, de todos, o destino.
Minhas mãos ainda colhem flores
_ flores raras _,
pois a cada dia fico mais exigente.
E os campos dispersos revelam-se desertos,
ocultos por oásis, inóspitos...
Onde está meu sorriso, agora?
Ontem descobri um novo jardim, à margem do rio,
onde há viço pois, orvalha pela manhã;
Contudo, só hoje entendi que as flores, nós a
compomos, pétala a pétala, com mãos inocentes da humildade, então a
denominamos:
esperança, fé, alegria, sorriso, felicidade...
Enquanto crianças, crescemos entre espinhos a
acariciar-nos;
já adultos, até o veludo perfumado das flores
fere a consciência.
Feliz
aquele que sabe retroceder-se ou parar o tempo.