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terça-feira, 11 de novembro de 2014

No limite



Estou no limite, sempre.
Estou no limite do tempo,
Sempre
Prestes a estar ausente do presente.

Quisera o passado antecipado
Ou o presente, sempre, adiado;
Quisera a vida na morte projetada.
Quisera o mistério decifrado
E o peso nos ombros, e o dorso quebrado.

Pra que seguir a vida, perseguir, se somos levados?
Pra que correr?
No fim ficamos inertes, pra sempre,
Presentes
Ausentes
Parados.

Quero beber
A sobriedade é o que mais me embriaga.
Por que é que dói tanto
Querer chorar quando não se tem mais pranto,
Querer sorrir quando não se vê encanto, exceto no estranho prazer da dor do desencanto?

Viver é como ser duplo: alvo e veneno na ponta da lança.
Ás vezes se é tempo
Percurso
Noite/dia, dia/noite;

Feixe de luz enquanto o sol descansa.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Quando perdi a inocência



Quando perdi a inocência
E comecei aprender com a vida, o tempo me disse: 
Guarde um sorriso para o amanhã, o seu melhor. 

Nada entendi.
Percebi, no entanto, que o sorriso é o espelho da alegria; às vezes é silêncio, às vezes é mudo; mas, maior parte do tempo é fantasia.

Agora compreendo que o sorriso se aperfeiçoa dia após dia,
E este é moeda para o barqueiro.
Navegamos inocentes nas águas da vida,
levados pelas ondas indomáveis que se quebram nas encostas do espírito.
Do outro lado é mistério;
É, de todos, o destino.

Minhas mãos ainda colhem flores
_ flores raras _,
pois a cada dia fico mais exigente.
E os campos dispersos revelam-se desertos,
ocultos por oásis, inóspitos...
Onde está meu sorriso, agora?

Ontem descobri um novo jardim, à margem do rio, onde há viço pois, orvalha pela manhã; 
Contudo, só hoje entendi que as flores, nós a compomos, pétala a pétala, com mãos inocentes da humildade, então a denominamos:
esperança, fé, alegria, sorriso, felicidade...

Enquanto crianças, crescemos entre espinhos a acariciar-nos;
já adultos, até o veludo perfumado das flores fere a consciência.
Feliz aquele que sabe retroceder-se ou parar o tempo.