Estou
no limite, sempre.
Estou
no limite do tempo,
Sempre
Prestes
a estar ausente do presente.
Quisera
o passado antecipado
Ou
o presente, sempre, adiado;
Quisera
a vida na morte projetada.
Quisera
o mistério decifrado
E
o peso nos ombros, e o dorso quebrado.
Pra
que seguir a vida, perseguir, se somos levados?
Pra
que correr?
No
fim ficamos inertes, pra sempre,
Presentes
Ausentes
Parados.
Quero
beber
A
sobriedade é o que mais me embriaga.
Por
que é que dói tanto
Querer
chorar quando não se tem mais pranto,
Querer
sorrir quando não se vê encanto, exceto no estranho prazer da dor do
desencanto?
Viver
é como ser duplo: alvo e veneno na ponta da lança.
Ás
vezes se é tempo
Percurso
Noite/dia,
dia/noite;
Feixe
de luz enquanto o sol descansa.